O setor de turismo brasileiro demonstrou um dinamismo notável no primeiro semestre de 2025, estabelecendo um período de crescimento robusto e superando marcos históricos. A chegada de turistas internacionais em janeiro atingiu um recorde, o melhor desde 1970, e as atividades turísticas gerais registraram um aumento consistente, marcando o décimo resultado positivo consecutivo. Este desempenho inicial é um indicativo da recuperação e do fortalecimento do Brasil como destino global. Destinos tradicionais como Rio de Janeiro e São Paulo mantiveram sua posição de liderança, enquanto cidades emergentes como Florianópolis, Porto Seguro e Maceió apresentaram um crescimento expressivo em buscas e reservas, evidenciando uma diversificação nas preferências dos viajantes.1
As projeções para o segundo semestre de 2025 são igualmente otimistas, antecipando uma continuidade dessa trajetória ascendente. O impulso virá de uma combinação de fatores, incluindo feriados estratégicos que incentivam viagens prolongadas, investimentos contínuos em infraestrutura hoteleira e aérea, e uma demanda crescente por experiências de viagem mais autênticas, sustentáveis e personalizadas. A expectativa é que o setor de viagens e turismo no Brasil contribua com mais de US$ 167 bilhões para a economia nacional em 2025, representando 7,7% do PIB e gerando 8,2 milhões de empregos, superando os níveis pré-pandemia.4 Para capitalizar plenamente este cenário favorável, é fundamental que o setor se concentre na diversificação de produtos, na promoção de práticas sustentáveis e na oferta de experiências altamente personalizadas.
2. Cidades Mais Procuradas no Primeiro Semestre de 2025
Esta seção detalha os destinos que se destacaram em termos de busca e reservas no primeiro semestre de 2025, segmentando por mercado (doméstico e internacional) e apresentando um Top 10 consolidado com a respectiva capacidade hoteleira.
2.1. Análise dos Destinos por Mercado
O comportamento dos viajantes no primeiro semestre de 2025 revela tendências distintas entre os mercados doméstico e internacional, embora com alguns pontos de convergência em destinos de grande apelo.
Mercado Doméstico
No cenário nacional, Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) mantiveram sua hegemonia nas preferências dos viajantes. São Paulo, como o principal centro econômico e de negócios do país, continua a ser um polo de atração constante, impulsionado por eventos corporativos e uma infraestrutura robusta.8 O Rio de Janeiro, por sua vez, registrou um notável aumento de 75% nas buscas em comparação com o mesmo período do ano anterior, solidificando sua posição como um dos destinos mais procurados para lazer e eventos de grande porte.1
Além dos centros urbanos consolidados, cidades como Florianópolis (SC) e Porto Seguro (BA) apresentaram um crescimento expressivo nas buscas e reservas por viajantes domésticos, com aumentos de 45% e 44%, respectivamente, de acordo com dados da Booking.com.1 A análise da demanda doméstica revela uma resiliência e uma busca por diversificação. A persistência de São Paulo e Rio de Janeiro no topo, aliada ao crescimento de destinos como Florianópolis e Porto Seguro, indica que o viajante brasileiro busca tanto a segurança e a conveniência dos grandes centros urbanos quanto a novidade e o lazer oferecidos por destinos de praia e natureza. A variedade de destinos presentes nas listas de procura (praias, cultura, negócios, ecoturismo) sugere que o mercado interno brasileiro é robusto e não depende de um único tipo de atrativo, o que confere maior estabilidade ao setor. Isso implica que as estratégias de marketing e o desenvolvimento de produtos devem ser segmentadas para atender a essas diversas preferências, garantindo a atração de diferentes perfis de viajantes ao longo do ano.
A lista de destinos mais procurados por brasileiros em pacotes de viagem, segundo a Decolar, incluiu uma ampla gama de perfis, desde as paradisíacas praias do Nordeste (Recife, Maceió, Porto Seguro, Natal, Salvador, Fortaleza) até cidades com forte apelo cultural, de negócios e ecoturismo, como Foz do Iguaçu, Porto Alegre, Curitiba e Brasília.1
Mercado Internacional
O primeiro semestre de 2025 foi particularmente favorável para o turismo internacional no Brasil. Em janeiro, o país recebeu 1.483.669 turistas estrangeiros, marcando o melhor primeiro mês do ano desde 1970 e representando um aumento de 55% em relação a janeiro de 2024.1 A Argentina destacou-se como o principal país emissor, com 870.318 visitantes, quase o dobro do ano anterior, seguida pelo Chile, com 103.620 turistas e um crescimento de 34%.2
O Rio de Janeiro foi o destino mais procurado por turistas internacionais para o Carnaval de 2025 e registrou um aumento de 144% nas buscas internacionais, conforme dados da Booking.com.1 A ascensão de destinos em Santa Catarina e no Rio de Janeiro também foi notável. Florianópolis (SC), Bombinhas (SC) e Búzios (RJ) registraram aumentos expressivos nas buscas internacionais (143%, 147% e 140%, respectivamente), indicando uma forte atração por destinos de sol e praia com infraestrutura turística consolidada. Balneário Camboriú (SC) também se destacou com um aumento de 159% nas buscas.1
O crescimento recorde nas chegadas internacionais em janeiro de 2025, especialmente o salto de visitantes da Argentina e do Chile, não é um evento isolado, mas o resultado de um esforço coordenado. Este desempenho reflete investimentos em infraestrutura e promoção do país no exterior, além do fortalecimento da malha aérea, como observado no Aeroporto Internacional do Galeão.1 O aumento expressivo na comparação com o ano anterior sugere que a percepção do Brasil como um destino seguro e atraente está se consolidando após o período de desafios globais. A predominância de mercados sul-americanos aponta para a importância da conectividade regional e da facilidade de acesso. Para o segundo semestre, a manutenção e a expansão de rotas aéreas, juntamente com a promoção focada em mercados estratégicos, continuarão a ser elementos cruciais para sustentar e ampliar este crescimento.
Capitais nordestinas como Maceió (+58% IATA), Natal (+37% IATA) e Recife (+33% IATA) também demonstraram um crescimento notável nas reservas aéreas internacionais, sinalizando o fortalecimento da região Nordeste no cenário global.1
2.2. Tabela 1: Top 10 Cidades Mais Procuradas no 1º Semestre de 2025 e Capacidade Hoteleira
A tabela a seguir consolida os dados das cidades mais procuradas no primeiro semestre de 2025, apresentando uma visão abrangente de sua popularidade e da capacidade de leitos disponíveis. Esta consolidação é vital para compreender a relação entre demanda e oferta hoteleira em cada destino.
| Posição | Cidade (Estado) | Destaque na Procura (1º Semestre 2025) | Capacidade Hoteleira (Leitos) | Fonte da Capacidade |
| 1 | Rio de Janeiro (RJ) | Liderança em buscas domésticas (+75% Booking.com) e internacionais (+144% Booking.com); mais procurado para Carnaval internacional.1 | ~108.000 | 16 |
| 2 | São Paulo (SP) | Liderança em reservas aéreas domésticas e internacionais (IATA, Decolar); principal centro de negócios.1 | ~150.000 (Estimado) | 16 |
| 3 | Florianópolis (SC) | Maior aumento em reservas aéreas (+119% IATA); forte crescimento em buscas domésticas (+45% Booking.com) e internacionais (+143% Booking.com); 3º destino para Carnaval.1 | ~94,15% de ocupação em janeiro (Grande Florianópolis) 14 | 14 |
| 4 | Porto Seguro (BA) | Grande aumento em reservas aéreas (+95% IATA); crescimento em buscas domésticas (+44% Booking.com).1 | 70.000 | 16 |
| 5 | Maceió (AL) | Crescimento significativo em reservas aéreas internacionais (+58% IATA) e domésticas; aumento de 14,4% em reservas (Omnibees).1 | 52.819 (Estado de AL, 2024) | 19 |
| 6 | Salvador (BA) | Destaque em pacotes de viagem domésticos e internacionais (Decolar); crescimento em reservas aéreas internacionais (+22% IATA); destino de imersão cultural.1 | ~40.000 (Estimado) | 16 |
| 7 | Recife (PE) | Crescimento de 13,4% em hóspedes no Q1 2025; destaque em pacotes de viagem domésticos e reservas aéreas internacionais (+33% IATA).1 | 15.700 | 20 |
| 8 | Foz do Iguaçu (PR) | Destaque em pacotes de viagem domésticos e crescimento em reservas (+21% Embratur, +8.3% Omnibees).8 | 30.000 | 26 |
| 9 | Curitiba (PR) | Destaque em pacotes de viagem internacionais; 3ª cidade do país em viagens corporativas em 2023 (+13% diárias).1 | 17.677 | 10 |
| 10 | Natal (RN) | Destaque em pacotes de viagem domésticos e reservas aéreas domésticas e internacionais (+37% IATA).1 | 35.000-38.000 (Estado do RN) | 22 |
Observação sobre a Capacidade Hoteleira: Os números de leitos podem variar conforme a fonte e a abrangência (cidade ou estado). As informações apresentadas são as mais recentes e relevantes disponíveis nos dados fornecidos.
3. Classificação Regional: Destaques e Crescimento
A análise das cidades mais procuradas no primeiro semestre de 2025 revela padrões distintos de crescimento e consolidação em cada uma das principais regiões turísticas do Brasil.
Região Sudeste
O Sudeste, com seus grandes centros urbanos e vasta oferta de lazer e negócios, continua a ser a principal porta de entrada e destino para viajantes. São Paulo (SP) mantém sua posição como o maior parque hoteleiro do país, com cerca de 150.000 leitos, e lidera as reservas aéreas tanto domésticas quanto internacionais.1 Sua força reside no turismo de negócios e eventos, que impulsiona a demanda hoteleira mesmo em períodos de menor fluxo turístico.9
O Rio de Janeiro (RJ), com aproximadamente 108.000 leitos, demonstrou um vigor excepcional, especialmente durante o Carnaval de 2025, com taxas de ocupação hoteleira atingindo recordes de 95,51% a 98,62%.13 O aumento da segurança e a realização de grandes eventos internacionais, como shows e a final da Libertadores, contribuíram significativamente para essa performance, além do fortalecimento do Aeroporto Internacional do Galeão.13 A capacidade da cidade de atrair turistas internacionais, com um aumento de 144% nas buscas, demonstra a eficácia das estratégias de promoção e a resiliência de seu apelo global.1 Cidades costeiras fluminenses como Búzios também registraram um aumento notável nas buscas internacionais (+140%), indicando uma diversificação da demanda para além da capital.1
Região Nordeste
A região Nordeste consolidou-se como um polo de crescimento expressivo, impulsionado por suas belezas naturais e investimentos contínuos. Porto Seguro (BA), com 70.000 leitos e o terceiro maior parque hoteleiro do país, registrou um crescimento de 17% no número de visitantes em janeiro de 2025 em comparação com 2024, superando suas metas de crescimento turístico.16 Este avanço é atribuído ao planejamento estratégico municipal, infraestrutura aprimorada e diversidade de experiências.
Maceió (AL) e Recife (PE) também se destacaram. O estado de Alagoas, onde Maceió é a capital, viu o número de leitos hoteleiros saltar para 52.819 em 2024 (de 47.992 em 2023), com projeções de mais 9.000 leitos até 2028.19 Maceió registrou um crescimento de 58% em reservas aéreas internacionais e 14,4% em reservas gerais.1 Recife, por sua vez, teve o maior crescimento em ocupação de leitos no primeiro trimestre de 2025 entre as grandes cidades analisadas, com um aumento de 13,4% em hóspedes, impulsionado pelo Carnaval e eventos corporativos.15 A cidade conta com 15.700 leitos e sua diária média também teve um aumento real.15
Salvador (BA), além de ser um destino procurado por turistas internacionais, com crescimento de 22% nas reservas aéreas, foi destacada pela Go World Travel como um dos melhores destinos para 2025, especialmente por sua imersão na cultura afro-brasileira.1 A cidade possui uma estimativa de 40.000 leitos e registrou uma ocupação hoteleira de 64,15% em 2024.16
Natal (RN), com o estado do Rio Grande do Norte oferecendo entre 35.000 e 38.000 leitos, também mostrou crescimento nas reservas aéreas internacionais (+37% IATA) e uma ocupação hoteleira de 66% em junho de 2025, um aumento de 12% em relação a 2024, impulsionada por eventos como o São João.1
Região Sul
A Região Sul apresentou um desempenho robusto, com destaque para destinos que combinam natureza, cultura e ecoturismo. Florianópolis (SC) emergiu como um dos destinos com maior crescimento, registrando um aumento impressionante de 119% nas reservas aéreas internacionais e 143% nas buscas internacionais.1 A cidade, conhecida como “Ilha da Magia”, atrai tanto pelo turismo de lazer, com suas praias e piscinas naturais, quanto pela diversificação de eventos.12 A rede hoteleira da Grande Florianópolis esperava uma ocupação de 94,15% em janeiro, com a cidade como um todo mantendo uma ocupação de cerca de 80% durante o Carnaval de 2024.14
Foz do Iguaçu (PR), uma maravilha natural, também demonstrou um crescimento notável de 21% nas reservas.8 A cidade possui uma capacidade hoteleira de 30.000 leitos distribuídos em 150 hotéis e espera uma ocupação superior a 90% no final de 2024, indicando uma forte demanda contínua.26 O perfil do turista em Foz é predominantemente regional, de até 800 km de distância, incluindo partes da Argentina, Paraguai e Uruguai, além de um crescente turismo de negócios.26
Curitiba (PR) consolidou sua posição como o terceiro destino do Brasil com mais viagens corporativas em 2023, superando Brasília, com um aumento de 13% na quantidade de diárias e 21% no número total de pernoites.10 A capital paranaense oferece uma infraestrutura de 17.677 leitos em 143 meios de hospedagem e é reconhecida pela qualidade de seus serviços e infraestrutura para eventos.10
A Serra Gaúcha (RS), com cidades como Gramado e Canela, continua a ser um destino favorito dos brasileiros, oferecendo experiências gastronômicas, aventura e cultura local, com atrações para todas as épocas do ano.12 Embora Porto Alegre e Gramado tenham registrado quedas acentuadas em 2024 devido a tragédias climáticas, a região possui um apelo consolidado para o turismo de lazer.11
Outras Regiões
Embora os dados fornecidos se concentrem predominantemente nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul, algumas menções indicam a relevância de destinos em outras partes do país. Brasília (DF) aparece em listas de destinos procurados por viajantes domésticos e internacionais, especialmente para pacotes e reservas aéreas, consolidando-se como um centro de turismo de negócios e governamental.1
Manaus (AM) também registrou um aumento de 17% nas reservas aéreas domésticas, sinalizando o crescimento do turismo na região Norte, impulsionado pelo ecoturismo e experiências na Amazônia.1 O Pantanal, embora não tenha uma cidade específica destacada, é mencionado como um destino para a temporada intermediária, reforçando o apelo do ecoturismo no Centro-Oeste.27
4. Perspectivas e Tendências para o Segundo Semestre de 2025
O segundo semestre de 2025 projeta um cenário altamente favorável para o turismo brasileiro, impulsionado por uma combinação de fatores macroeconômicos, tendências de consumo e eventos programados.
Impacto dos Feriados Prolongados e Grandes Eventos
Os feriados prolongados continuarão a ser um catalisador significativo para o fluxo turístico no segundo semestre. Datas como Corpus Christi (19 de junho, quinta-feira) e o Dia da Consciência Negra (20 de novembro, quinta-feira, onde aplicável) são esperadas para gerar viagens estendidas, especialmente para destinos de curta distância ou escapadas rápidas.5 O Ministério do Turismo ressalta que essa movimentação gera emprego, renda e estimula o consumo em destinos turísticos, com o segmento tendo arrecadado R$ 74,3 bilhões em 2023, impulsionado pelos feriadões.5 Empresas de viagens já estão oferecendo pacotes promocionais para essas datas, indicando uma preparação do mercado para capitalizar essa demanda.6
Além dos feriados, o calendário de eventos de grande porte continua a ser um motor de atração. A capacidade do Brasil de sediar eventos de relevância internacional, como observado no Rio de Janeiro com a final da Libertadores e o G20, tem um impacto positivo duradouro na percepção e na atratividade dos destinos.13 A expectativa é que esses eventos continuem a impulsionar a ocupação hoteleira e o fluxo de visitantes ao longo do segundo semestre.1
Macrotendências de Viagem: Ecoturismo, Imersão e Personalização
As tendências de viagem para 2025 apontam para uma evolução no comportamento do consumidor, com uma crescente busca por experiências mais significativas e responsáveis. A “Revista Tendências do Turismo de 2025” destaca a valorização da sustentabilidade, a personalização das viagens e a crescente importância da busca por experiências autênticas.1
O Ecoturismo é uma macrotendência que promete se estabelecer no mercado, com um crescimento projetado para atingir US$ 331,62 bilhões até 2027, a uma taxa de crescimento anual de 13,4%.29 Isso reflete uma consciência ambiental crescente por parte dos viajantes, que buscam destinos e operadoras que priorizem práticas sustentáveis.29 Destinos como Jericoacoara, com sua temporada ideal para lagoas cheias e kitesurf no segundo semestre, e Bonito, conhecido por suas atividades de ecoturismo, estão bem posicionados para capitalizar essa tendência.6
O Turismo de Imersão, que vai além da visita a pontos turísticos e busca vivências culturais e conexão com comunidades locais, também se destaca.1 Destinos como Salvador, já reconhecida por sua rica cultura afro-brasileira, são exemplos de como o Brasil pode oferecer essas experiências autênticas.1 A personalização das viagens, onde o consumidor se torna mais exigente e busca roteiros adaptados às suas preferências individuais, complementa essas tendências, exigindo que o setor se adapte e ofereça produtos flexíveis e sob medida.29
Investimentos em Infraestrutura e Conectividade Aérea
Um fator crucial para o otimismo no segundo semestre de 2025 é o volume de investimentos no setor. Há uma mudança de patamar nos investimentos em meios de hospedagem e na malha aérea em todas as regiões do país.4 Atualmente, existem 97 grandes empreendimentos em desenvolvimento, totalizando R$ 9,5 bilhões em investimentos, com a maior parte direcionada ao turismo, incluindo parques aquáticos e temáticos, e 38% vinculados à hospitalidade.4 Exemplos incluem a expansão hoteleira em Alagoas, com a previsão de 19 novos empreendimentos e cerca de 9.000 leitos adicionais até 2028.19
O fortalecimento da malha aérea, como o aumento de voos no Aeroporto Internacional do Galeão, é um impulsionador direto do turismo, facilitando o acesso de viajantes nacionais e internacionais.13 Essa expansão da capacidade e da conectividade é fundamental para absorver o crescimento da demanda e distribuir o fluxo turístico por diferentes regiões do país.
Projeções Econômicas e de Empregos para o Turismo Nacional
As perspectivas econômicas para o turismo em 2025 são altamente positivas. O Índice de Atividades Turísticas no Brasil registrou um crescimento de 5,4% no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionado principalmente pelo aumento no faturamento de setores como alimentação e hospedagem.3 Regionalmente, Rio de Janeiro (17,0%), Ceará (14,7%), Bahia (14,4%), Santa Catarina (10,9%) e São Paulo (3,6%) lideraram o avanço nos serviços turísticos.3
O World Travel & Tourism Council (WTTC) projeta que a contribuição do setor de Viagens e Turismo do Brasil pode ultrapassar US$ 167 bilhões em 2025, representando 7,7% da economia nacional.7 O setor também deve gerar 8,2 milhões de empregos no Brasil, o que representa quase 8% do total de empregos no país e 500 mil a mais que em 2019.7 Os gastos internacionais e domésticos devem crescer de forma constante, com valores esperados de US$ 7,5 bilhões e US$ 113,2 bilhões, respectivamente.7 Estes números demonstram que o setor de turismo não é apenas um motor de lazer, mas um pilar econômico fundamental para o Brasil, com um potencial significativo de geração de renda e oportunidades.
5. Conclusão e Recomendações Estratégicas
O panorama do turismo brasileiro em 2025 é de franco crescimento e otimismo. O primeiro semestre estabeleceu uma base sólida, com recordes de chegadas internacionais e um desempenho robusto em diversos destinos. A análise do comportamento dos viajantes revela uma demanda diversificada, que valoriza tanto os grandes centros urbanos e destinos de sol e praia consolidados, quanto experiências mais autênticas, sustentáveis e personalizadas. O segundo semestre, por sua vez, está posicionado para consolidar essa expansão, beneficiando-se de feriados estratégicos, investimentos substanciais em infraestrutura e uma crescente conscientização sobre as macrotendências de viagem.
Para que o Brasil capitalize plenamente este momento favorável e sustente o crescimento do setor, algumas recomendações estratégicas são pertinentes:
- Diversificação e Segmentação de Produtos: Continuar a desenvolver e promover uma gama diversificada de produtos turísticos que atendam às diferentes preferências dos viajantes, desde o turismo de negócios e lazer tradicional até o ecoturismo e o turismo de imersão. A segmentação das ofertas por perfil de viajante e por sazonalidade é crucial para maximizar a ocupação e a receita ao longo do ano.
- Investimento em Sustentabilidade e Experiências Autênticas: Priorizar o desenvolvimento de práticas turísticas sustentáveis e a promoção de experiências que permitam aos viajantes uma conexão genuína com a cultura local e o meio ambiente. Isso não apenas atrai um segmento crescente de mercado, mas também garante a longevidade e a integridade dos destinos.
- Fortalecimento da Conectividade e Infraestrutura: Manter e expandir os investimentos na malha aérea e na infraestrutura de transporte e hospedagem. A facilidade de acesso e a qualidade dos serviços são determinantes para a competitividade dos destinos brasileiros no cenário global e regional.
- Promoção Focada em Mercados Estratégicos: Continuar a direcionar esforços de promoção para mercados emissores de alto potencial, como a Argentina e o Chile, que demonstraram um crescimento expressivo. Ao mesmo tempo, explorar novos mercados e fortalecer a imagem do Brasil como um destino seguro e diversificado.
- Capitalização de Eventos e Feriados: Desenvolver estratégias específicas para os feriados prolongados e grandes eventos, garantindo que a oferta de serviços e a infraestrutura estejam preparadas para absorver o aumento da demanda nesses períodos de pico.
Em suma, o turismo no Brasil em 2025 está em uma trajetória ascendente, com um potencial significativo para impulsionar a economia e gerar empregos. A compreensão aprofundada das tendências e a implementação de estratégias proativas serão fundamentais para transformar essas projeções positivas em resultados concretos.